Karen Wildemberg
É visível que a América Latina vem enfrentando sérios problemas, devido terremotos que ocorreram e vem ocorrendo recentemente nessa região. Por conta disso, aumenta cada vez mais a pobreza e as desigualdades sociais e se tornam mais visíveis diante da sociedade.
Analisando um pouco a Cuba, que é um dos países da América Latina, pode-se perceber que o país se localiza nas Antilhas, ou seja, na América Central. Sua população é de cerca de 11 milhões de pessoas e sua forma de colonização foi diferenciada da colonização dos demais países da América Latina e por isso seus rumos foram diferentes.
Esse rumo diferenciado se deu devido a Cuba ter aderido ao socialismo, e por conta disso, sofreu embargo econômico de muitos países do mundo. Apesar desse embargo que foi imposto pelos Estados Unidos, a Cuba conseguiu implantar o regime socialista, com a ajuda da União Soviética, mas lembrando que o principal interesse dos soviéticos era em grande parte dos produtos cubanos, como por exemplo, o açúcar, que é o principal produto do país.
Mas a Cuba enfrentou uma profunda crise econômica, coma queda da União Soviética em 1991. Essa crise se deu devido sua extrema dependência econômica. Com a perca desse grande fornecedor do país, o PIB caiu de um modo em que surgiram reflexos na vida dos cubanos.
Hoje em dia, o governo cubano realiza algumas aberturas econômicas, mas sem deixar de lado os ideais socialistas, com o principal propósito de atrair investidores estrangeiros para o país. É notório que os principais investimentos da Cuba estão voltados para o ramo turístico, devido suas lindas praias. Sendo assim, os capitais estrangeiros estão sendo revertidos na construção de hotéis e infra-estrutura turística. Além disso, o país também realiza parcerias comerciais com outros países, produzindo medicamentos e vacinas, pelo fato de se destacar no campo da medicina. Mas ainda assim, Cuba continua sendo produtor primário, com destaques somente para a produção e cana-de-açúcar, tabaco, frutas e extração de níquel.
Com as dificuldades que o país cubando vem enfrentando na última década, devido mudanças no comportamento sócio-econômico, grande parcela da sua população vê sua condição de vida piorar, sem poder fazer nada para mudar essa situação.
Partindo para a Venezuela, pode-se perceber que sua população é bem polarizada, por enquanto quase incapaz de criar um ambiente de tolerância e respeito mútuo.
A Venezuela é um Estado rico, graças ao petróleo, que predomina na região. Pelo fato de haver uma distribuição desigual, vem sofrendo dificuldades constantemente.
Devido a muitos conflitos que ocorreram no passado e vem ocorrendo recentemente, os anseios de mudança que nasceram no início, acabaram se tornando um pesadelo contraditório entre os atores, onde o governo é de pouco diálogo e aos acordos e além disso, existe uma oposição que não é consciente do drama humano e social que está escondido atrás dos grupos que apóiam o atual presidente e os que se opõem a ele.
Em um determinado momento, as eleições poderiam ajudar a baixar as tensões, mesmo que fosse somente por um tempo. A população venezuelana ainda tem dificuldades de se reencontrar mais profundamente, com sérias dificuldades de reencontrar sua identidade latino-americana e caribenha.
Logo, na Nicarágua é possível notar uma grande diferença entre os anos 80 e hoje, pois a cara do país melhorou muito, principalmente na sua capital, Manágua, houve criações de bairros novos, muito ricos, que exibem mansões, hotéis, restaurantes, shoppings e lojas de Primeiro Mundo, carros importados desfilando pelas avenidas e praças mais amplas e renovadas, o numero de bancos aumentou muito. Mas é importante ressaltar que essa riqueza está concentrada nas mãos de poucos, deixando a grande parcela da população mais pobre.
A Nicarágua é considerada o segundo país mais pobre da América Latina. O que é diferente dos demais países é a política, onde três grupos econômicos lutam pela hegemonia, sendo eles: o capital conservador tradicional, a antiga oligarquia; os liberais, a burguesia, que concentram o capital nacional e transnacional e por fim os sandinistas, que durante os anos de seu governo, nacionalizaram as empresas do Estado, com a intenção de formar setores de empresários com um grande capital para ter força na negociação na política do país.
Houve a Revolução e a FSLN ganhou as eleições em 1984, tendo como presidente Daniel Ortega, mas logo foi derrotado, pois não conseguiu prevalecer contra a colisão da ONU, chefiada por Violeta Chamorro. Sua derrota se deu devido as difíceis condições econômicas do país e pelo novo quadro internacional, com a ascensão ao poder de Gorbatchev, na URSS, diminuiu o apoio político e econômico da potência comunista.
A revolução durou pouco tempo, apenas 11 anos, com a derrota do sandinismo nas urnas. Na década sandinista, duas dezenas de militantes internacionalistas perderam suas vidas na Nicarágua. A maioria deles eram dos grupos contra-revolucionários.
A Nicarágua precisou de 20 anos para voltar ao mesmo nível de vida pós-insurreição, em 2002, e pré-guerra em 1982, que estava longe de ser florescente. Hoje, a ternura entre os povos significa o desafio de reconstruir a solidariedade, pois anteriormente o país era totalmente desunido. Depois de tantas perdas, reconstruir a solidariedade significa repensá-la. Hoje o é uma das nações mais pobres do continente. O índice do desemprego é alto, redução nos salários dos trabalhadores, condição de vida precária.
Logo, no Chile a situação não está nada agradável, pois ocorreram recentemente terremotos que devastaram o país, deixando muitas pessoas desabrigadas, em condições de abandono, falta de alimentação, problemas de saúde, dentre outros problemas.
Vários países tem colaborado com o Chile, enviando mantimentos e dinheiro para tentar amenizar os problemas que a população vem sofrendo com esses terremotos, pois pessoas vidas de outros territórios, aproveitando a situação, vem saqueando e acabando com o resto que sobra para a população e essa violência fez com que o governo adotasse o toque de recolher em Concepción, Cauquenes e Talca.
Muitas pessoas desaparecidas, muitos mortos e isso ainda está prejudicando o Chile, pois as coisas ainda não voltaram ao normal naquela região.
E por fim, no Haiti a situação também não está muito agradável, pois registraram-se levantamentos na maior parte das cidades do país, onde foram executados linchamentos e polícia abandonou os seus postos, retrocedendo para a capital Port-au-Prince.
A população do Haiti já era considerada pobre, e depois de vários conflitos piorou mais ainda depois de alguns terremotos que ocorreram na região. Muitas pessoas desabrigadas, muitas crianças órfãs, desnutridas, famílias desabrigadas, a situação do Haiti está caótica.
Com isso, pode-se perceber que a América Latina está sendo afetada por sérios problemas, principalmente terremotos, que estão devastando os países e continentes, deixando muitos mortos e muitas pessoas sem condição de vida. Os olhares dos demais continentes e países do mundo estão voltados para a América Latina, onde ajudam na reconstrução do continente.
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